O terror saiu das cenas dos filmes de ficção e incorporou se a realidade de ilhéus. A violência se espalha por todos os recantos da cidade, abrangendo até os distritos mais próximos como Japú que fica a 06 Km do centro de Ilhéus.
As 17:00hs da quinta feira do último dia 07, Manoel Gama que secava cacau na fazenda Boa Vista de propriedade do Sr. Juca de tal,quando convidou Raimundo para vir até a barcaça , quando este se virou ele aplicou-lhe o primeiro golpe com o fundo do machado, ao cair aplicou- lhe mais dois – " como ele estava demorando muito para morrer apliquei o último golpe com o corte do machado, abrindo a cabeça ".O golpe fora tão violento que partiu o cérebro em dois,expondo os miolos que se espalharam pelo chão, numa atitude própria de filmes de terror, Manoel comeu miolos do antigo companheiro, com cachaça. Questionado o porque daquela atitude, disse- "eu estava com muita raiva, ai peguei um pedaço dos miolos e engoli, depois tomei uma garrafa de 51. Após o assassinato caboclo, como é conhecido se dirigiu para o seu alojamento onde dormiu até o outro dia quando foi acordado com uma voz de prisão dos agentes da civil.
A vítima
Raimundo Brito Santana,35,natural de Ilhéus, filho de Pedro Brito Santana e de Felismina da Pureza santos , era deficiente físico só tinha um braço.
O assassino
Manuel Rocha Gama,47, filho de Antonio Rocha e Eunice Gama, separado,pai de três filhas que hoje vivem em São Paulo, sem formação, sempre trabalhou como barcaçeiro . Homem de perfil psicológico estranho, aparentando ser calmo, mais de olhar e fala fria. Vivia nos últimos dois anos na fazenda Bela Vista ,distrito de Japú, mineiro de origem chegou a região de Itabuna aos 5 anos ,morando no Bairro da Conceição, na rua do prado,63. Confessou que teve passagem pela policia de Itabuna quando em uma briga de família o mesmo agrediu uma irmã.
O crime
Caboclo não tem uma justificativa concreta para explicar o crime uma vez alega que o Raimundo andava ameaçando-o de morte.O Raimundo chegou a dividir por um ano a mesma casa com caboclo, depois o mesmo passou a ter um comportamento agressivo e por cinco vezes o ameaçou de morte, disse-"uma certa vez e me deu um murro que estourou os meus ouvidos; outra vez ele me enforcou, o filho do dono da fazenda pode testemunhar ,pois por diversas vezes ele ouviu os meus gritos apanhando dele, ele estava decidido que iria me matar, só andava me ameaçando, como eu não agüentava mais resolvi da um nele." Esta versão não pode ser confiável porque ainda não foram ouvidas as testemunhas , além do mais a vitima além de mais fraco era deficiente físico o que pode ter ocorrido por uma rejeição por parte do Raimundo, mais isso só será esclarecido quando a equipe da 2a Delegacia Circunscricional de Ilhéus sob o comando da Dra.Sione Porto Oliveira que lavrou o flagrante e ouvirá nos próximos dias o dono da fazenda e as demais pessoas que por lá vive. O que mais impressiona em Manuel é a frieza como ele narra os detalhes do crime sem demonstrar qualquer emoção, com sarcasmo e demonstrando orgulho pelo ato e deixando bem bem claro,-"não me arrependo e voltaria a fazer tudo outra vez."
Fotos: Ed Ferreira