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A História de Itabuna

Os primeiros desbravadores e a fundação da localidade de Tabocas

      A história de Tabocas, em seus primórdios, não apresenta registros escritos. Os dados mais fundamentais se originam da oralidade, em levantamento realizado por um de seus pricipais historiadores: José Dantas de Andrade, a partir dos anos 30 deste século.

      Tem sido pacífica a versão de que os primeiros a chegarem ao local onde se iniciou a povoação foram o sergipano Félix Severino de Oliveira, nascido em Chapada dos índios, depois rebatizado Félix Severino do Amor Divino, e o cabloco Manoel Constantino, já morador em Banco da Vitória. Félix Severino, que após sua chegada a Ilhéus dirigia-se a Banco da Vitória, ouviu de Manoel Constantino a informação de conhecer um lugar que ficava antes do aldeamento dos índios (Ferradas), e que parecia ser bom para colocar roças. Manoel Constantino prontificou-se a mostrá-lo a Félix Severino, tendo ambos partido, à pé, de Banco da Vitória, seguindo a estrada que se dirigia ao sertão, aquela que margeava o rio Cachoeira. Após trinta quilômetros chegaram ao local indicado, tendo sido aberta uma picada na mata, em direção ao rio, que em princípio pensaram ser um simples rebeirão por ser muito estreito em relação ao rio Cachoeira. Prosseguiram a picada por uns quarenta metros, encontrando a margem de outro rio - assim julgaram -, e depois de atravessarem , e subirem uma encosta na margem oposta, notaram que haviam passado por ilha fluvial (conhecida depois como Ilha do Jegue). Ali arriaram seus pertences e escolheram o lugar para uma roça, construindo uma pequena cabana. Corria o ano de 1857. Ali teria sido construída a primeira casa de Itabuna, num local denominada Marimbêta. Atravessando o rio, Félix Severino do Amor Divino fez com que seu amigo Manoel Constantino botasse roça, no local onde é hoje a Praça Olinto Leone.

      Alguns anos mais tarde, entusiasmado com a idéia de ali fixar-se, Félix Severino do Amor Divino mandou buscar alguns parentes e amigos em Sergipe. Assim, em 27 de setembro de 1867 chegaram Militão Francisco de Oliveira, José Severino de Oliveira e Martinho Severino de Oliveira, seus irmãos. Também João Pereira e José Alves, seus primos. José Alves, que se fizera acompanhar da família, tinha entre seus filhos um de quatorze anos, José Firmino. José Alves e a família receberam de Félix uma área de terras um pouco mais rio acima, num local denominado pelos índios de burundanga (onde existe hoje o aeroporto de Itabuna). Iniciaram derruba de mata e a coonstrução de casas. Naquela região foi tabém plantada a primeira roça de cacau do município, com as sementes mandadas trazer por José Alves, adquiridas em uma colônia estrangeira que existia em cachoeira de Itabuna. Anos depois já eram colhidos os primeiros frutos de cacau. Ali também José Firmino Alves, em 1877, estabelceu-se com casa de negócio, e dois anos mais tarde já contava o local com três casa residenciais, uma racharia e uma escola, certamente a primeira de Tabocas, tendo como professora Maria Rosa de Jesus, conhecida por "Rosa Camarão". Com a morte do pai, e assumindo a responsabilidade do comando da família, José Firmino Alves, mudou-se para o "arraial" que seu parente Félix Severino do Amor Divino criara ali perto, instalado então, no local, uma grande casa de nogócio para atender os moradores, viajantes, tropeiros e boiadeiros.

      Versão obtida em recente publicação informa sobre a existência de desbravadores já fixados no que hoje constitui os limites urbanos de Itabuna antes de 1850, no local denominado Caldeirão Sem Tampa (atualmente o Bairro de Fátima), onde teriam propriedade Francisco Manoel Cidade e D. Maria Cidade. Deles herdou seu filho Manoel Cidade, que ali se instalou em 1851, como informa testemunho prestado a José Pereira da Costa e seus familiares, nos idos de 1897, quando em Tabocas já se destacavam ruas como a Floriano Peixoto, Rio Branco, Rua da Lasca, Rua da Areia e Rua da Lama, e cosntou do seguinte relato:

      "Aqui estou desde 1851, herança que recebi de meus pais, falecidos em 1850 e 1851...Esta fazenda que herdei de meus pais não tinha habitantes. Ele e eu fomos os que começamos a povoar este lugar que hoje conta com 155 casas, sendo 100 de minha propriedade e 55 do povo, a quem temos dado terras e material gratuito". Grande parte dessas casas (cerca de 148) foi destruída com a enchente de 1914.

      Também ali é informada a razão do nome Tabocas, que estaria ligado ao corte de uma sapucaia, em clima de festa - nas imediações do lugar onde foi cosntruída depois a Usina Luz e Força (atualmente Bairro de Fátima)-, a mando de Fracisco Manoel Cidade e Dona Maria Fernandes, que servia de marco entre ambos, "para fazerem estacas e construir um corredor entre eles, originando a abertura de uma estrada para Água Branca em lugar de uma existente por detrás de Tabocas". O nome, assim, estaria vinculado ao "dar a taboca", ou seja, a derrota que um dos grupos machadeiros impõe ao outro, quando o entalhe "que passava por baixo dos gaviões da outra" dado na árvore consuma a derruba. A outra versão para nome está vinculada às "tabocas", denominação dada às roças pelos sergipanos.

      Tomando-se as revelações escritas a conclusão é de que, em meados da segunda metade do século XIX, Tabocas se constiuía dos conglomerados existentes na Fazenda Caldeirão Sem Tampa (Bairro de Fátima), Burundanga (aeroporto), Marimbêta (Bairro Conceição) e das construções existentes no local aberto por Manoel Cosntantino, imediações da hoje Praça Olinto Leone, formando a rua da Areia, o principal arruado e, enegavelmente, o ponto de referência para Tabocas.

      É evidende que o surgimento de Itabuna, ateriormente Tabocas, a sua expansão, está inteiramente ligada à própria expansão da cultura do cacau, fato que se aprofunda a partir de meados da segunda metade do Século XIX, em que pese a região ter sido explorada anteriormente. Inegavelmente, o salto do progresso de Tabocas encontra consonância com a vinda de nordestinos fugidos da seca e a perspectiva do encontro de terras aptas e devolutas, o que ocorreu em toda região. No final do século, após a Guerra de Canudos, contingentes desses desgraçados foram encaminhados por via das facilidades governamentais para a região, parte dela aorrendo para Tabocas (Costa, 1995). A este se agregam "os remanescentes das fracassadas tentativas de colonização no Sul, de origem estrangeira...".

      Essa incorporação da mão-de-obra, permite a conclusão de um "vertiginoso crescimento" da população no eixo Ilhéus-Itabuna, que varia de sete mil pessoas, em 1892 a 105 mil, em 1920 uma média atual de quase 7%, enquanto o Estado, em seus conjunto, apenas se aproxima de 2%. Em muito auxilia o seu desenvolvimento (de Itabuna) estar intimamente ligada ao fator comunicação. "Esta cidade difere em muitos aspectos do centro portuário da zona cacaueira que é Ilhéus. Muito mais jovem que esta não se arrastou por séculos sob o peso da estagnação urbana e econômica. Surgiu quase no alvorecer do surto cacaueiro em volta de posto comercial, fundado em 1873, e em pouco mais de três décadas foi elevada à categoria de "cidade".

      A chegada da estrada de ferro em 1912 e a mlha rodoviária feita construir pelo Instituto de Cacau da Bahia, na década de 30, fizeram o município tornar-se o ponto de convergência viária regional, o que muito contribuiu para o vertiginoso avanço de seu comércio. "Leve-se em conta também que pela sua posição lhe foi possível drenar a produção dos detentores das melhores terras cacaueiras. E eram quase todas elas, até bem pouco tempo, distritos de Ilhéus: Uruçuca, Itajuípe, Banco Central, Pimenteira, Coaraci, União, Queimada, Banco Preto e Itapitanga".





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