Itabuna - Bahia - Brasil, . Seja Bem-vindo!
Clique e confira!!!
www.itabuna-ba.com.br

Caixa Preta Itabuna - A terra onde nasceu Jorge Amado e o site Lennon Brasil.
Página Inicial

Coloque o site ITABUNA-BA como sua página inicial

Horóscopo
Não saia de casa antes de saber o que há para o seu signo!

O Tempo
Previsões para Itabuna pelo ClimaTempo.com.br

Tradutor
Navegue por páginas estrangeiras com o BabelFish Translate do Altavista.

Especial
Qual o disco da sua vida?

GACC Itabuna
Grupo de Apoio à Criança com Câncer. Um pequeno gesto pode significar muito!
<<< Volta
Nossa Cidade

A Praça Adami

      Por Lurdes Bertol


O espaço ocupado hoje por esta praça, em sua parte mais baixa, já foi uma lagoa. Os comerciantes, em suas imediações, tinham problemas com jacarés e cobras devido à densa vegetação e água. Solicitaram, então, ao coronel Henrique Alves, chefe político da situação, que a entulhasse. O coronel, com a autorização da Intendência de Ilhéus, mandou roçar a área e entulhar a lagoa, pois pretendia fazer dela "a maior praça pública do interior da Bahia" (Shopping News, 6 de fevereiro de 1978, p. 8). Assim, após os trabalhos concluídos e o calçamento pronto, "no dia 5 de janeiro de 1905 em meio a foguetório ensurdecedor, o coronel Domingos Adami, acompanhado de Henrique Alves e uma grande multidão inaugurou a praça com o seu nome" (ibidem).

A praça Adami foi um dos espaços mais retratados, quer através da fotografia, quer através das telas de Walter Moreira e também pelos mapas mentais dos entrevistados. Nas imagens da praça sempre aparecem elementos considerados importantes para o cotidiano de seus usuários através do tempo, como por exemplo, charretes, carroças e carros, relógio, camelôs e quiosques.

Atualmente, a praça é composta de três espaços, subdivididos por três praças, que formam um único conjunto. A área em frente ao Banco Itaú é a praça Getúlio Vargas, antes chamada de praça Arlindo Leone, onde, na década de 1920, funcionava uma feira livre. Nessa feira os coronéis do cacau da época exibiam sua riqueza desfilando com seus automóveis, os primeiros de Itabuna. Hoje esta praça é ocupada por homens que ali ficam o dia todo, realizando diversos tipos de negócios. Compram e vendem carros, casas, objetos de todo tipo, sem que estes artigos estejam expostos, como ocorre numa feira livre. É o espaço dos corretores, também chamado de Ilha do Rato. Em frente ao Banco Real, localiza-se a praça Siqueira Campos. O restante do espaço, até a avenida Cinqüentenário, é a praça Adami.

O conjunto recebeu o nome de praça Otaciana Pinto, em homenagem à professora e parteira que, por seus feitos, recebeu o título de Cidadã Itabunenese em 1960. "Professora Otaciana Pinto, induzida pelo nobre sentimento de servir mais que ser servida, dedicou-se à profissão de parteira e nesse sacerdócio tem assistido a milhares de parturientes (....) e ela tem criado centenas de crianças órfãs ou de pais paupérrimos, atingido já a cifra de 260 crianças" (Gonçalves, 1960, p. 157; Jornal Diário de Itabuna, 10 de maio de 1960, p. 11). No entanto, todos continuam a denominar o conjunto de praça Adami, talvez, porque o nome de um político seja mais fácil de lembrar do que o de uma parteira, apesar de, segundo muitas pessoas, "o trabalho dela ter sido muito mais importante".

PRAÇA ADAMI EM 1924 - Tela a óleo de Walter Moreira. Foto: Borges, G. 2000

Na tela de Walter Moreira a praça é vista a partir das proximidades do Banco do Brasil (hoje Juizado de Pequenas Causas), em direção à rua da Lama (hoje avenida Cinqüentenário). O telhado ao fundo, junto à palmeira, era o edifício do Itabuna Clube, no local onde hoje se encontra o Banco do Brasil, na rua Paulino Vieira, junto à praça Olinto Leone.

Nas décadas de 1970 e 1980 havia, no centro da parte alta da praça, um relógio sobre uma estrutura de cimento, indicando aos passantes a hora. Em função disso, até hoje muitas pessoas chamam a praça de "Praça do Relógio", pois ele era considerado um ponto marcante em sua paisagem, destacando-se dos demais elementos e servindo como ponto de referência. É possível que por muito tempo ainda a praça seja também conhecida por este nome, até que a força do ícone vá desaparecendo, já que o objeto que o representa não mais existe.


PRAÇA ADAMI EM FINAIS DE SEMANA E FERIADOS

Até a década de 1980 todo o espaço ocupado pela praça se transformava num grande salão para os carnavalescos, num palanque de shows artísticos e políticos nas festas em comemoração ao dia da cidade, na semana da pátria, e outros eventos que permitissem o ajuntamento ou o encontro das pessoas em geral.

Na década de 1990, parte de sua área central foi destinada a ser estacionamento de veículos controlado pela Prefeitura através da "zona azul", espaço pago para estacionar carros por um determinado período. Hoje, além desta função, parte da praça é destinada ao camelódromo, cujos comerciantes informais foram retirados da avenida Cinqüentenário e para ali transferidos. Os camelôs desta praça estão organizados em uma associação, cujo presidente tem a função de impedir "que um queira tomar o espaço do outro, aumentando sua barraca", solicitar à prefeitura que permita sua continuidade na praça, impedir que novos camelôs queiram ocupar o espaço dos que já se encontram ali. Sua organização difere da que existe na praça Otávio Mangabeira, onde a associação tem tarefas mais amplas, como se verá quando se tratar desta praça. A principal reclamação dos camelôs desta praça é a falta de infra-estrutura. Suas barracas são pequenas, cobertas de lona em sua maioria, e seus donos ficam expostos ao sol, à chuva e ao vento, pois no espaço que ocupam não há árvores nem uma amenidade que lhes traga um pouco de conforto.

A parte mais baixa da praça, na desembocadura para a avenida Cinqüentenário, é ocupada periodicamente por quiosques que abrigam exposição de carros para sorteio, de material de divulgação das obras da prefeitura, palanque de comícios políticos, quiosques de grupos que se instalam ali para captar futuros usuários de cartões de crédito, de cartões de supermercados, entre outros.

Os espaços dessa praça são bem nítidos quanto à ocupação por esses diferentes eventos, ficando dividida, portanto, da seguinte forma: parte mais alta, ocupada pelo estacionamento, parte central, pelos camelôs e, a parte mais baixa, pelos diversos eventos sociais, comerciais e políticos.

O que se pode também destacar desta praça é que ela não é uma área com equipamentos para serem utilizados pelos passantes, nem um espaço onde se possa flanar. Não há jardins, a não ser no trecho onde se localiza a praça Getúlio Vargas, mas, assim mesmo, esta é ocupada para negócios, por corretores, e não para descanso ou bate-papo e muito menos por famílias, crianças ou jovens. É uma praça de passagem, de estacionamento, de negócios. Tanto é que, à noite, a partir das 18 horas, nos finais de semana e feriados, a praça se torna um grande espaço vazio, sem os carros, sem as barracas dos camelôs, sem os homens de negócios, não lembrando em nada a azáfama que aí se verifica durante a semana, no período diurno.

Esta praça aparece muitas vezes nos jornais, desde o início, quando ainda abrigava uma feira. Entre os moradores mais antigos, 16,6% a citaram como sendo um marco importante no centro da cidade. Um deles disse que "o centro da cidade, para mim, é a praça Adami, porque é tradicional, é conhecida, ali era o lugar da feira". Para outro, a praça é importante porque "ali tem uma convergência para vários lugares. E ali toda vida foi o centro comercial de grande atividade, de onde começou a se expandir o comércio de Itabuna". Outro ainda lembrou que "tinha um relógio de acrílico, que tinha a frase ‘dá de si antes de pensar em si’, e muita gente se orientava na cidade por este relógio." Um outro afirmou ser a praça Adami o "coração da cidade", mencionando ainda o "cine teatro Itabuna que deixou muita saudade, e hoje é a Igreja Universal do Reino de Deus." Para outro morador, esta praça era onde "tudo funcionava ali: o banco Econômico, as casas comerciais, ali funcionou uma feira e, onde hoje tem o Fórum das Pequenas Causas era o cemitério".

Entre os estudantes da UESC, 10% citaram a praça Adami, porém os estudantes dos colégios não a citaram. Como a praça está situada num espaço essencialmente comercial, talvez por isso tenha mais significado para os adultos que para os jovens, já que a praça não oferece atrativos de lazer.


LURDES BERTOL ROCHA (professora do curso de Geografia da UESC) (Trecho adapatado da dissertação de Mestrado da autora: Signos e significados do centro da cidade de Itabua – Ba)



Celular quase de graça!
RAKU'S
Intellisys
CONHEÇA A BAHIA !

Lista
Itabuna

Faça parte da nossa turma! Cadastre-se na Lista Itabuna preenchendo o campo abaixo e seja bem-vindo!
Uma lista para a Uesc
Uma lista só sobre a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Inscreva-se preenchendo o campo abaixo com o seu e-mail e nome. Automaticamente você passará a receber mensagens da LISTA UESC, e poderá enviar também. Seja bem-vindo ! Para entrar na lista preencha com seu E-mail:


[Home] [História] [Economia] [Curiosidades] [Localização] [Fotos] [Personalidades] [Lugares] [Fórum Itabuna] [Lista Itabuna] [Webradio] [Anuncie Aqui] [Créditos] [] [Produzido pela CAIXA PRETA]